Trabalho em Mulugal


Hoje foi um dia especial para mim cá em Mulugal. E por isso escrevo para este espaço de informação e opinião.
Como já tinha referido num texto anterior andava de olho na filha da mula da cooperativa. Uma mula jovem, bonita, dentro dos padrões, sorridente, simpática e prestável. Não foi amor à primeira vista, nem foi amor. Acho que não se pode chamar amor a uma relação entre duas espécies diferentes. Mas a verdade é que aquela mula me encantou. Hoje, depois da habitual fascina, encontrei-a a ler uma revista numa sala com palha, televisão e um cagadouro. A esta sala chamam recepção.
Os cagadouros são frequentes em Mulugal, são tipo as bocas-de-incêndio onde os cães fazem as suas necessidades. Haverá pelo menos um em cada rua. Sabe-se bem o que as mulas fazem às nossas estradas. Pois em Mulugal era capaz de suceder o mesmo. E, para não viverem numa lixeira, inventaram o cagadouro. É parecido com uma paragem de autocarro por fora. Por dentro não sei porque cheiro é insuportável e nunca entrei num. Tem um sistema de limpeza similar à nossa recolha do lixo. Todas as fezes e familiares que ali são depositados são recolhidos à noite.
Como eu estava a dizer, encontrei a tal mula e, puxando de toda a coragem que disponha, meti conversa. Comecei pelas habituais apresentações. Sei agora que se chama Anamula e que esta a meio da sua vida de mula, segundo a esperança média de vida de uma mula. Convidei-a para ser minha guia e para me mostrar as coisas interessantes que aqui existem.
Passamos uma tarde agradável e estou completamente seduzido pelo encanto desta mula. Sei que será o início de uma longa relação, não sei bem ainda de que é que será a relação.

2 comentários:

Anónimo disse...

Prometo pensar na posibilidade de voltar a escrever brevemente:D
Beijiinhos*

Rabbitt disse...

ainda estou a espera que me arranjem trabalho
nao me importo se for o mulo dos caixotes do lixo
quero é que te despaches o exmo sr FAR!!!
abraco